Serra Gaúcha unida para reverter a bandeira vermelha

Com inciativas do CIC Serra, municípios da região buscam mudar a classificação dada no último sábado, 13, pelo Governo do Estado do RS

 

Depois da confirmação da bandeira vermelha para os municípios da Serra Gaúcha, as entidades empresariais da região, com o trabalho das ACI’s e do CIC Serra, dos prefeitos municipais e da Amesne, uniram esforços para colocar em funcionamento leitos de UTI.

Entidades estão atuando de maneira incansável adotando uma postura de inconformidade e apresentando dados que indicam o controle da pandemia nos municípios da região, enfatizando, inclusive, a existência de recursos hospitalares.

Carlos Barbosa conta com dois leitos nas Unidades de Tratamento Intensivo, que estão no Hospital Tacchini, em Bento Gonçalves. A distribuição dos leitos no Tacchini fica com 37 espaços de UTI adulta. Desses, 20 funcionam para o SUS — sete exclusivos para covid-19 — e 17 para particulares

Em Caxias, a  partir desta quinta-feira, 18, a Unimed anunciou que coloca em funcionamento mais cinco Unidades de Tratamento Intensivo, que foram criados junto à Unidade de Dor Torácica do Complexo Hospitalar da Unimed, em Caxias do Sul. Agora, o hospital conta, ao todo, com 25 leitos de UTI – todos eles disponíveis para usuários Unimed.

 

Respiradores

Para reforçar a rede hospitalar da Serra, o Simec, as Empresas Randon e a Marcopolo entregaram, nesta quarta-feira (17), 15 ventiladores pulmonares para a prefeitura de Caxias do Sul. Os respiradores serão utilizados nas unidades de tratamento intensivo em estruturação nos hospitais da cidade, com o objetivo de reforçar a rede de saúde da região. Caso os equipamentos sejam colocados nos leitos até sexta, 19, a Serra poderá voltar à Bandeira Laranja caso os outros índices não sofram alterações de piora.

É importante ressaltar o papel dos empresários e entidades de classe no esforço para a mudança de cenário na Serra Gaúcha, onde os setores de comércio e serviços foram fortemente prejudicados com a troca de classificação em virtude da pandemia de Covid-19.  Desde sábado, quando o anúncio foi feito,  entidades se mobilizam para manter um diálogo razoável com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, apresentando dados atualizados da região – muito mais favoráveis do que os explanados por Eduardo Leite.

Para entidades, a  nova parada das atividades para os segmentos do comércio e prestação de serviços, bem como a obrigatoriedade da redução das capacidades de todos os setores produtivos, trará perdas significativas, encaminhando a região para um cenário irreversível em um futuro muito próximo.



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