Carlos Barbosa, uma cidade empreendedora

Entre indústrias, comércios e serviços, município soma 2857 alvarás ativos

 

Primeiro lugar no Idese  (Índice de Desenvolvimento Socioeconômico) há seis anos consecutivos, Carlos Barbosa faz parte da região de municípios de áreas de colonização em pequenas propriedades e que apresentam, em sua maioria, altos índices de desenvolvimento.

O Idese avalia a situação socioeconômica dos municípios gaúchos quanto à educação, à renda e à saúde, considerando aspectos quantitativos e qualitativos do processo de desenvolvimento. No que diz respeito à renda, é inegável que  o empreendedorismo dos habitantes da cidade tenha impulsionado melhorias nesse aspecto.

Segundo levantamento realizado  para esta edição da Revista ACI, junto  à Secretaria da Fazenda de Carlos Barbosa, a cidade conta atualmente com  3.455 alvarás ativos, sendo 2857 de pessoas jurídicas (CNPJs), 697 MEIs (Microempreendedor Individual) e outros 2160 distribuídos entre empresas de Pequeno, Médio e Grande Porte. Dentro desse número, há ainda 598 alvarás ativos de profissionais autônomos.

A realidade barbosense dialoga com o relatório da pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada pela primeira vez no Rio Grande do Sul.

O estudo, qualificado como sendo o mais significativo sobre empreendedorismo no mundo, levanta informações junto à população de 18 a 64 anos, utilizando um conceito amplo sobre empreender.

Segundo o relatório, 26% dos gaúchos em idade adulta empreendem no Rio  Grande do Sul. Com base no IBGE 2010 e nos dados mais recentes sobre empreendedores em Carlos Barbosa, 20% dos barbosenses em idade adulta empreendem na cidade.

 

DE OLHO NO COMÉRCIO

O setor de comércio é o que concentra maiores atividades na cidade, somando 1220 alvarás ativos. Ao que tudo indica, o medo do insucesso não é impeditivo para iniciar um negócio. É o caso de Augusto Molon , proprietário da Brinquelândia, inaugurada em outubro de 2015 – às vésperas do Dia da Criança. A loja, localizada na Rua Assis Brasil, é o primeiro empreendimento do empresário de 26 anos. Da concepção para a abertura da loja foram seis meses. “Abrimos em um prédio novo, precisamos de diversos alvarás. Achei bem difícil, a falta de agilidade por causa da burocracia, conseguir todos os papéis necessários,  e um processo lento”, explica.

No entanto, nada parece ter desestimulado a Brinquelândia a abrir as portas. “O mundo dos brinquedos é diferente. São mais ou menos de quatro a cinco tendências por ano para meninos e para meninas. Precisamos sempre renovar, e abrimos o empreendimento para sermos a primeira opção do consumidor”, pontua.

 

SOBREVIVÊNCIA DAS EMPRESAS

O fato é que a vida de uma empresa depende de fatores que vão desde o incentivo a conhecimento de seu administrador. Não é possível atribuir a um único fator a causa da mortalidade, mas sim, a uma combinação de fatores em quatro grandes áreas: a situação do empresário antes da abertura, o planejamento dos negócios, a capacitação em gestão empresarial e a gestão do negócio em si.

Estar sempre aberto a conhecer é determinante para o sucesso de um negócio. “É tudo muito diferente na prática. Posso dizer que aplico de 5 a 10% do que aprendi na teoria. Com um empreendimento, é necessário tomar decisões e isso a gente só adquire na vivência”, resume Augusto.

 

 

Dados de Carlos Barbosa

 

Indústrias: 453 alvarás ativos

Comércios: 1220 alvarás ativos

Prestadores de serviços: 1184 alvarás ativos

Profissionais autônomos: 598 alvarás ativos

 

Atividades Econômicas:

– Indústria: 69,22%

– Agropecuária: 9,31%

– Comércio: 14,09%

– Serviços: 7,38%



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